Lumia Inventio

Escrita por: Joyce Sousa

Betada por: Muchacha (Até capítulo 2) - Camila Domingues


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Prólogo

No tempo de reis e rainhas, dragões, bruxas, castelos e magia, em um mundo paralelo ao nosso existiam um reino chamado Lumia. Esse reino era governado por quatro reis e rainhas, cada governante tinha um poder mágico, um poder que só eles podiam controlar. Fogo, água, terra e ar. Cada rei e rainha dominava um desses elementos, assim chamados de RexElementarys, o quarteto elementar. Desde que eles começaram a governar, o reino vivia em paz, na sua Era de Ouro. Por anos fora assim, o quarteto era invencível e as terras de Lumia nunca eram invadidas pelas trevas. Mas esse tempo acabou.

Quando as majestades já estavam na faixa dos seus 30 á 40 anos, eles tiveram quatro filhos. O primeiro que nasceu foi filho do rei do Sul e da água, depois nasceu filho da rainha do Leste e da terra, depois foi àvez da rainha do Fogo e do Norte ter seu bebê , e por último a filha da rainha do Oeste e do Ar teve seu bebê, . As crianças tinham um ano de diferença de idade, nasceram com um laço de amizade inquebrável, mas as pequenas também nasceram quando o reino de Lumia estava sobre forte ataque do exercito de Marcos, um usurpador e bruxo que tentava a todo custo ter o poder sobre as terras de Lumia. Os reis e rainhas já estavam fracos e cansados, seus poderes já estavam desgastados por causa da batalha sem fim e o medo de que algo viesse acontecer com as suas crianças estava os dominando-os.

Os reis e as rainhas tiveram a difícil decisão de se entregar, mas foram interrompidos quando Rafaela, uma jovem bruxa vinha com a esperança. Rafaela era uma bruxa e afirmou que poderia tornar os RexElementary’s imortais. As majestades estavam sem alternativas, estavam satisfeitos com o que tinham e nunca foram gananciosos para querer tal coisa, mas o reino e seus filhos dependiam deles, então aceitaram a proposta. As tropas de Marcos foram aniquiladas, e ele muito frágil e cansado sumiu do mapa a espera de uma brecha de fraqueza para tentar tomar o poder novamente. O reino de Lumia conseguiu ter paz novamente, mas suas majestades ainda tinham medo, sabiam que agora sendo imortais seus filhos ficavam mais expostos a perigos e ameaças, então recorreram à bruxa. Ela deu uma difícil alternativa aos reis, o único modo de salvar suas crianças era os enviando ao nosso mundo, ao mundo mortal. Um mundo onde o “felizes para sempre” não existia. Os imortais pensaram, sabiam que um dia os poderes herdados deles se manifestariam e perigos iriam lhes perseguir, mas no momento eles eram tão inocentes e frágeis que eles não poderiam não temer tal perigo. Immortais, assim como agora eram nomeados, aceitaram a proposta de Rafaela, e ela lhes garantiu que os observarias, cuidaria, os protegeria e treinaria, quando estivessem prontos. Os quatro pequeninos foram homenageados com o mesmo nome que seus pais tinham quando mortais, RexElementary’s, Rafaela os levou para um lar de adoção em L.A, não demorou uma semana e foram adotados por famílias boas e amigas, assim como seus pais eram, e o mais importante, longe do perigo. Nossas majestades observaram os passos de seus filhos desde os primeiros andares, a espera do dia em que revelariam toda verdade de em que mundo pertenciam.

Capítulo 1 - Dias Atuais

- ! ESPERA! – corria desesperada no meio da rua, era pateticamente engraçado. A garota parecia uma boneca de pano correndo, com as bochechas rosadas devido ao esforço. , ao ver a situação da amiga não se aguentou e soltou uma alta gargalhada, esperando a garota chegar a onde se encontrava.
- Vamos lá, comigo! Espira transpira, devagar. – disse em meio a risadas ao ver o estado de amiga.
- Há muito engraçada. – respondeu ofegante. – Por que você não passou lá em casa?
- Evitar a fadiga. – falou simplesmente e revirou os olhos em resposta. Era de se imaginar mesmo que o real motivo fosse preguiça e olha que elas eram V-I-Z-I-N-H-A-S.

e eram amigas desde... Desde sempre. Elas foram adotas do mesmo dia, na verdade eles quatro foram adotados no mesmo dia. e foram adotados pela família Pevensi, e e pela família Potter. Seus pais adotivos eram amigos e vizinhos, tinham uma vida boa. Estudavam em uma escola bem reconhecida pelo ótimo ensino, suas reputações na escola eram as melhores, eram conhecidos como o Quarteto Fantástico, faziam tudo juntos e eram os mais populares do colégio. Os quatro eram lindos, uma beleza incomum. tinha olhos azuis que nem agua do mar, seus cabelos loiros, desarrumados e um pouco compridos davam um charme um tanto sexy. Sua irmã , era à flor de todos, delicada, era uma mistura de Branca de Neve com Amanda Seyfried, cabelos também loiros, pele branca, lábios vermelhos e olhos tão claros chegando um tom cinza. com seus cabelos castanhos escuros e bem arrumados, seus olhos eram encantadoramente profundos, e seu corpo esbanja saúde, e que saúde, diga-se de passagem. Já tinha uma beleza mais diferenciada, tinha um cabelo beirando ao vermelho escuro (totalmente natural), pele um pouco amorenada e os olhos, indescritíveis, os olhos humanamente incomuns, era um tom de vinho forte, era único.
Os quatro tinham uma vida normal como qualquer adolescente de 17 anos, os quatro estavam cursando o segundo ano do ensino médio e já se preparando para entrar em uma boa faculdade, mas de algum tempo pra cá vem acontecendo coisas um tanto estranhas com eles. Sonhos estranhos e sensação de como se alguém tivesse os vigiando os assombravam e estavam sendo cada vez mais constante.

- , acorda. – disse cutucando o amigo que dormia ao seu lado. – ! – vendo que não surtia efeito pegou seu caderno e deu na cabeça do amigo, coisa muito lógica a se fazer quando está em sala de aula no meio da aula sabe.
- AAAAH MORRE! – gritou acordando no meio da Literatura. Todos em sala a principio se assustaram, mas depois a gargalhada foi geral. Enquanto ao soneca, mostrava um sorriso bobo para a professora Margareth, uma das professoras mais chatas e entediantes do colégio.
- Creio que aula estava bem interessante para você, senhor Pevensi. – disse a professora com o mínimo de paciência possível e certa rispidez ao se direcionar ao aluno.
- A senhora não faz ideia “prof.” – respondeu.
- Senhor Potter, por favor, acompanhe Sr. Pevensi para o banheiro para que ele de um jeito nessa cara amassada e nessa baba. – nem percebera que tinha babado durante o sono, e com o comentário da professora se limpou o mais rápido possível.
- Professora, eu acho que consigo ir ao banheiro sozinho, não?
- Sinceramente, não. – Respondeu se virando para lousa e começando a escrever a revisão – Da ultima vez que eu o deixei ir ao banheiro sozinho você foi encontrado dormindo no vaso sanitário – então se virou ajeitando os óculos em seu rosto estranhamente magro – Potter o acompanhará e quero os dois aqui em dez minutos, se não levarão advertências e Pevensi pelo que eu sei você já possui duas advertências, mais uma e será suspenso. Apressem-se.
tentou abafar o riso enquanto puxava o amigo pela gola de sua camisa e o conduzia para fora de sala. Os dois seguiram pelo corredor até o banheiro masculino em meio de brincadeiras e zoações.
- Cara você tem que para com isso. – aconselhou enquanto o amigo lavava o rosto. – Você pode até tirar boas notas, mas se prejudica fazendo cagada. Sabe como a professora Margareth é.
- Eu sei cara, mas o que eu posso fazer se a aula dela dá um sono incomum. – disse ao meio de uma risada. – Além de que... Não tenho dormido esses dias. – informou tomando um ar mais sério e preocupado.
- Somos dois. – disse fitando o chão. – Você estava sonhando de novo? Na sala?
- Aham... Esses sonhos estão ficando mais reais a cada dia que passa. – disse se encostando na pia ao lado do amigo.
- O que foi dessa vez?
- O mesmo de sempre, uma garota aprisionada por duas correntes, mas dessa vez ela estava mais machucada, quando eu corri para ajudá-la foi quando algo me atacou e eu acordei.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo até que se lembraram da aula de Literatura e correram para sala de aula. Vinte minutos a campa toca avisando que começava o intervalo. O quarteto se encontrou na mesa de sempre, todos sabiam que aquela mesa pertencia a eles.
- Tão sabendo? Vai entrar uma nova professora de História. – disse contando a novidade.
- Espero que seja gostosa. – retrucou recebendo um tapa na cabeça por . – Não precisa ficar com ciúmes não .
- Vou ter ciúmes de você quando o inferno congelar Viana. – respondeu . – Mas voltando ao que interessa, por que o professor Morgan saiu?
- Ele conseguiu um emprego em Oxford, Londres. – respondeu diretamente.
- Tadinho dos alunos de lá e um viva para nós. – exclamou .
- Que essa nova professora seja legal e tão gostosa quanto a senhora O’Connel. – disse levantando a sua lata de coca para cima como se tivesse brindando algo.
- Amém! – respondeu entre risos.
Logo em seguida se é escutado um comunicado pelos áudios da escola.

- Todas as turmas do segundo ano, compareçam ao auditório para a apresentação da nova professora de História.

- Vamos ao paraíso meu querido.
- Ou não né. – disse entre risos para o sonhador .
- Garota não estraga a minha felicidade. – retrucou.
No auditório, quando todos os alunos estavam acomodados e quietos, a coordenadora Hilda começou a falar.
- Devido à transferência do professor Morgan a Londres, procuramos um educador do mesmo nível de intelectualidade e profissionalismo que o antigo professor era estabelecendo os padrões educacionais dessa escola. Encontramos uma professora com todos os requisitos aceitáveis para a educação dos nossos alunos. Apresento-lhes a sua nova professora.
Terminando o falatório a nova professora subiu ao mini palco, tendo uma visão ampla de todos os alunos. Uma mulher alta, corpo esbelto, pele morena, cabelos negros presos em rabo de cavalo, usava uma calça jeans escura, uma blusa azul escura com uma jaqueta preta de couro por cima e um salto alto preto. A professora olhava para cada canto do auditório atrás de quatro alunos em especifico, até que ela avistou no meio do auditório, quatro figuras que ela conhecia muito bem, e um sorriso de satisfação foi preenchido em seus lábios.
- Bom dia a todos, é um prazer enorme trabalhar com vocês. Vou logo avisando, não esperem uma aula chata e tediosa de minha parte, vai ter peças, dinâmicas, mas também não relaxarei com vocês. As provas serão níveis de faculdade, ou seja, terão que se esforçar bastante. E a propósito, o meu nome é Rafaela.

Capítulo 2 - The Clock Is Walking

POV ON

Coloque a música para tocar

Eu estava em uma caverna escura, meu corpo doía, meus olhos ardiam, não entendia o porquê. Quando olhei para minhas mãos, elas se encontravam banhadas pelo sangue quente e húmido, e o pior, não era o meu. Olhei para trás em busca de quem eu machuquei e encontrei um corpo jazido no chão e a poucos metros longe de mim, quanto mais eu me aproximava eu conseguia ver o estrago que eu tinha feito. Era um garoto, eu o conhecia não me lembro da onde, mas o conhecia. Seus cabelos loiros tinham pequenas manchas de sangue, seu rosto se encontrava cheios de inchaços e manchas roxas, sua blusa branca agora estava com uma cor avermelhada, seus braços e ombros com cortes extremamente profundos.

- Me desculpa. – meu pedido saiu quase como um sussurro de meus lábios. Eu tinha essa necessidade de pedir desculpas, um peso estava sobrecarregado sobre mim. Ele pegou minha mão com muita dificuldade e as acariciou. Seus olhos não demonstravam medo, raiva, nem dor, só transmitia afeto, carinho... E amor.

I'm here without you baby (Eu estou aqui sem você, baby )
But you're still on my lonely mind (Mas você ainda está em minha mente solitária)
I think about you baby (Eu penso em você, baby)
And I dreamaboutyouallthe time (E eu sonho com você o tempo todo)
I'mherewithoutyou baby (Eu estou aqui sem você, baby)
Butyou're still with me in mydreams (Mas você ainda está comigo em meus sonhos)
Andtonight, it'sonlyyouand me (E hoje à noite, somos só você e eu)



- N- Não de... Desista – suas palavras saíram baixas e fracas, suas mãos encontraram meu rosto, as segurei intensamente deixando duas lágrimas escorrerem. Ele olhou para os meus olhos e pronunciou as únicas palavras que eu jamais pensaria que fossem sair de seus lábios encantadores – Eu te amo.

E assim ele se foi, seus olhos perderam a vida, a vida que um dia eu prometi proteger. A dor e a culpa vinham com uma força descomunal. Ele se foi e eu não tive a oportunidade de lhe dizer tudo que eu o sentia, eu o amava, meu Deus como eu amava. Agora eu me lembrava de tudo, de quem eu era, do que eu fazia de quem eu amava. E agora eu o perdi, sem poder dizer para ele o que eu sentia como eu era tola, como eu fui burra.

I'm here withou tyou baby (Eu estou aqui sem você, baby)
But you're still on my lonely mind (Mas você ainda está em minha mente solitária)
I think about you baby (Eu penso em você, baby)
And I dream about you all the time (E eu sonho com você o tempo todo)
I'm here without you baby (Eu estou aqui sem você, baby)
Butyou're still with me in my dreams (Mas você ainda está comigo em meus sonhos)
And tonight, it'sonly you and me (E hoje à noite, somos só você e eu)

Everything I know, and anywhere I go (Tudo que eu sei, e em qualquer lugar que eu vou)
It gets hard but it won't take away my Love (É difícil, mas isso não vai tirar o meu amor)
And when the last one falls, when it's all said and done (É difícil, mas isso não vai tirar o meu amor)
it gets hard but it won't take away my love (E quando o ultimo cair, quando tudo isso estiver dito e feito)



- Parece que o favorito de alguém morreu. – uma voz baixa e esganiçada era ecoada perto de mim. – E a culpa é sua. Se você não tivesse aceitado ele estaria vivo, estaria respirando, mas não, você estragou a vida do mesmo jeito que estraga de todos que estão a sua volta. Você é uma praga, uma maldição na vida de todos que rodeiam. Matou o garoto que você amava por não conseguir controlar seus poderes! E vai ser sempre assim, sempre.

Uma raiva se apoderou de mim, aquela voz, aquelas palavras ecoavam na minha cabeça como um disco quebrado que não pára de repetir e o que mais doía era que eu sabia que era verdade, sabia que ele não seria o único a se partir por minha causa. Mas não era por minha causa e por uma causa maior não era? Eu poderia morrer a qualquer momento, seria heroico até. Morrer em batalha para salvar o mundo e no lado de quem eu amava. Quando eu virei para enfrentar a voz que falava eu acordei.

Acordei com susto, ofegante, suada, desesperada e chorando. Olhei em volta e percebi que estava em meu quarto e que tudo não passava de um sonho, uma mera fantasia do meu subconsciente. Comecei a repetir mentalmente que tudo não se passava de sonho, que nada era daquilo era real mesmo parecendo muito real. Resolvi tomar um copo de água, desci as escadas calmamente até a cozinha escura até que um raio cai perto de onde eu morava iluminando a cozinha como um flash de uma câmera de alta potencia, fazendo com que eu visse aquele garoto por alguns segundos sentado no balcão, dei um grito e acendi a luz.

- Merda ! Que susto! – meu irmão era o garoto que estava sentado no balcão e não aquele garoto que eu sonhara, e mais uma vez a minha mente me pregara um peça.
- Você devia ter visto a sua cara. – me respondeu rindo – Eu devia ter filmado.
- Engraçadinho. – disse enquanto abria a geladeira atrás de um copo d’água – Ainda acordado por quê?
- Jogando vídeo game.
Revirei os olhos rindo. – Depois tira nota baixa e não sabe o porquê.
- Ah fala sério, até você me dando bronca? Já não basta aqueles professores e o , agora até você vem. – eu não respondi, só dei uma risada fraca e sentei ao lado dele – E você? Por que ainda tá acordada?
- Chuva me acordou. – eu não menti, era verdade eu só omiti alguns fatos.
- Sei... – disse me encarando.
- É verdade meu amor. – disse apertando as suas bochechas. – Bom eu vou dormir, vê se dorme garoto!
Acabei pegando no sono escutando música na tentativa de não lembrar o sonho e, graças a Deus, eu consegui dormir tranquilamente.

POV OFF

Era manhã de quarta feira, todos os alunos se encontravam acordando e começando a se preparar para mais um dia no Royal College vestindo seus tradicionais uniformes. O nosso querido quarteto passava pelo corredor principal de Royal sendo abordados por praticamente toda escola, ser popular tem suas vantagens e também suas desvantagens. Enquanto e azaravam algumas garotas e e conversavam com umas “amigas” até que a campainha bateu, anunciando o primeiro horário de aula. Os quatro eram da mesma sala e a sua primeira aula era com a nova professora de História, Rafaela.
Quando a Rafaela entrou todos os alunos perceberam que ela não se encontrava como no dia anterior, alegre, espontânea e animada com o novo emprego e louca para começar dar aulas. Seu rosto estava tristonho, olheiras eram visíveis e uma cara um tanto inchada.
- Bom dia alunos. – começou. – Hoje eu iria dar uma aula animada, uma aula diferente, mas no meu da madrugada recebi uma noticia um tanto triste para mim. Um amigo muito querido meu faleceu, eu queria lhe pedir um minuto de silêncio para vocês em homenagem a ele.

Assim a sala toda entrou em um minuto de silêncio. Depois disso a aula ocorreu como uma normal aula de história, a professora explicou que os alunos entrariam numa parte da história que envolveria mitos e lendas bem antigas, mais antigas que até a história grega o que empolgou bastante todos presentes. Já no final da aula enquanto Rafaela andava pela sala olhando quem fazia os exercícios uma foto caiu de seu bolso, que estava perto pegou o foto e quando olhou viu que era exatamente parecido com o garoto que tinha sonhado, era como se aquele garoto loiro de seus sonhos fosse real. Seus olhos se arregalaram e ficou imóvel olhando para foto.
- Ah você encontrou. – disse Rafaela se aproximando. – Notei que tinha caído do meu bolso e quase entrei em pânico. Não é bom isso acontecer no primeiro dia de aula não acha?
- Quem é esse? – disse a menina atônica nem respondendo a professora.
- Esse... É o Josh. – disse ficando sério. – É o meu amigo que morreu.
- Nossa... Como ele morreu? – estava assustada. Seu coração ia a mil.Sua gagueira e a pouca circulação do ar em seu organismo denunciava isso.
- Foi sim, na madrugada de hoje, foi assassinado. – respondeu a professora triste. – Você o conhecia?
- Não, não. – respondeu a garota rapidamente devolvendo a foto. – Só o achei extremamente parecido com um conhecido meu.
- Ah sim. – lhe dando um sorriso amarelo. – Então ele deve ser muito bonito.
só fez retribuir com um sorriso torto. Depois dessa estranha coincidência não conseguiu pensar em nada. Josh era o garoto que ela tinha sonhado, ele morreu e ela o matou.

Quando bateu a campainha todos foram para o refeitório descansar depois de três horas de estudo. Os amigos perceberam que estava quieta demais, distante demais.
- ? – perguntou atraindo atenção para a amiga – Aconteceu alguma coisa?
olhou para os amigos sabendo que deveria contar para eles o ocorrido, os quatro sabiam que estavam tendo sonhos bastante estranhos nos últimos dois meses.
- Venham comigo. – respondeu se levantando. A garota os conduziu-os para a escada da entrada do grande salão onde estava vazio.
- você está nos assustando. – disse preocupado.
- Eu mesma estou me assustando. – respondeu olhando para os lados vendo se alguém os interromperia. – Aconteceu o seguinte. – começou a explicar. – Ontem eu tive um pesadelo, aquele tipo de pesadelo que estamos tento há um mês. Então, nele tinha um garoto loiro, na hora eu o reconheci, era como se eu o conhece de algum lugar, como se eu tivesse tido uma história com ele, mas eu não me lembro. – disse pensativa. – Estava morrendo, parecia que eu o tinha matado pelo que eu entendi, ele morreu falando para nunca desistir, até que apareceu alguém, me acusando de ter arruinado a vida dele quando eu me virei pra ver quem era eu acordei.
Os amigos engoliram o seco, sabiam o quanto real esses sonhos pareciam. Há meses esses sonhos veem perturbando cada um deles, fazendo suas cabeças rodarem, fazendo os acordarem assustados, aquilo não era de longe uma circunstancia normal.
- Por isso você acordou a noite. Você acordou não porque estava assustada com a chuva e sim por causa do sonho. – disse afirmando. fez com sim com a cabeça. – Por que não me contou?
- Por que eu pensei que fosse um sonho normal, um pesadelo, mas as coisas se complicaram. – disse dando uma pausa pensando como falaria isso para eles. – A professora Rafaela disse que um amigo dela morreu no meio da madrugada...
- foi um sonho, você não matou ninguém. – interrompeu entendo a ideia a amiga.
- Só me escutem. – pediu. – Na hora que a professa passou os exercícios e ela ficou andando pela sala até que caiu do bolso dela uma foto de um garoto, que era exatamente igual o garoto do meu sonho, todos os traços, o cabelo, os olhos, tudo era estranhamente igual. Eu perguntei quem era e ela tinha dito que era o amigo que tinha morrido.
Os três amigos não conseguiam acreditar, estavam assustados. Que sonhos eram aqueles que agora resolveram se tornar realidade? Sonhos e realidade, um paralelo que não existia, um fato impossível, insano e louco.
- Ela disse como ele morreu? – perguntou com a voz baixa tentando achar uma relação, tentando não acreditar que tudo aquilo fosse na verdade realidade.
- Morreu assassinado, na madrugada de hoje, não sabem quem é o culpado. – respondeu voltando ter aquela sensação de culpa e de medo.
- Isso... ISSO É IMPOSSIVEL! – disse alto de mais sendo reprovada pelos amigos. – , isso é impossível, eu vi você descendo, eu vi você dormindo antes de descer, você não matou ninguém , não matou, você tá me escutando?
- Eu queria que fosse impossível , mas não é. Eu odeio admitir, mas eu estou com medo... – respondeu com as lágrimas voltando a preencher seus olhos, mas logo se recompôs. Ela tinha prometido que iria ser forte em todas as situações, que não iria desabar, que não iria chorar. Tinha que cumprir a promessa pelo seu próprio bem.
- Você vai contar para a professora? – perguntou com os olhos focados em uma janela que dava vista para o céu ensolarado.
- Ah claro, ai a professora aproveita e interna ela no hospício. Claro que não né! – respondeu .
- O que fazemos agora? – perguntou já cansado de achar alguma resposta sensata e real.
- Fingimos que nada aconteceu. – respondeu olhando para os amigos agora. – Vai ser difícil, eu sei, mas temos que tentar. Temos que prometer, se acontecer com mais um de nós isso ou termos esses sonhos, não contaremos para mais ninguém.

Apesar de estarem apreensivos e saberem que fingir que não tinha acontecido nada não ajudaria, eles concordaram. Mal eles sabiam que isso era só o começo de tudo, que perigos seriam enfrentados, vidas serão perdidas e sangue seria derramado, era só tudo uma questão de tempo.

Capítulo 3 - Everything Is Insane


Dois dias depois...
Depois do sonho que teve, os pesadelos pararam de ocorrer por dois dias. Os quatro pensavam que tudo tinha acabado, que poderia dormir agora sem ter seus sonhos destruído pelos pesadelos, mas tudo que vai volta.

POV Jason ON

Por um momento eu pensei que tivesse acordado, mas quando olhei em volta percebi que estava enganado. Estava acontecendo tudo de novo. Senti uma dor forte em minha cabeça, era normal sentirmos dor quando sonhávamos? Acho que não. Dei mais uma olhada no lugar onde me encontrava, parecia o mesmo lugar de sempre, a diferença era que agora a caverna estava mais iluminada e bastante quente. Não era uma luz comum, era uma luz avermelhada, como se o lugar tivesse em pegando fogo. Percebi que a luz ficava mais forte em um ponto um pouco afastado de onde eu estava, resolvi seguir até lá.
Era como se eu tivesse na boca de vulcão, larva cobria todo o fundo, se eu caísse ali seria morte certa. Perdido nos meus pensamentos tomei um susto quando um grito foi ecoado, fazendo eu me desiquilibrar um pouco quase caindo para a chama ardente, me lembrei na hora de quem era aquele grito e sai as pressas me afastando. Parei atrás de uma fenda, que me escondia muito bem, mas que também me dava uma ampla visão do que acontecia. A garota que eu sempre viria continuava na mesma situação que sempre estava em meus sonhos. É claro que eu tentei ajuda-la nas outras vezes, mas sempre acordava no mesmo mais oportuno. A diferença desse sonho para os outros é que eu nunca tinha conseguido ver o rosto de quem a torturava, mas agora eu via.
Era horroroso, indescritível, como se sua face tivesse sido petrificada, em um tom beirando a cinza, sua veias roxas ficavam a mostra como se seu rosto tivesse levado um soco e ficado cheio de rachaduras, como um espelho quando acaba de ser atingido. Seus olhos eram negros, sua língua preta saia e entrava de sua boca como um cão morto de sede.
- Que horrorosa - acabei pensando alto de mais. Antes que, seja lá o que fosse, conseguisse-me ver fui puxado pela gola de minha camisa fazendo com que o torturador não me reconhecesse.

POV ON

Eu não fazia ideia de onde eu estava, nunca tinha estado em um lugar mais quente e estranho em toda a minha vida. Olhei para os lados em busca de alguém, mas nada. É claro que eu estava em um sonho, minha esperança de que tudo isso tinha acabado foi em vão. Uma pessoa que se encontrava na mesma situação que eu gritaria por alguém, em busca de ajuda, mas não era o melhor a se fazer.
Minhas árduas experiências nesse mundo fantasioso já fez eu me deparar com situações extremamente complicadas, o jeito era andar o mais cautelosamente possível em busca de uma saída ou quem sabe alguém. Um pouco longe de onde eu estava encontrei avistei uma pessoa, bom parecia ser uma pessoa e uma pessoa extremamente familiar.
A semelhança com o Jason era incrível, comecei a me aproximar cautelosamente e a cada vez que me aproximava esse alguém ficava mais parecido com meu amigo a cada segundo. Até que me toquei, era o . - Shiu, fala baixo! – disse quase sussurrando – E o que você faz no meu sonho?
- Eu que pergunto – falei baixo – E por que estamos falando baixo?
Em resposta Jason apontou para adiante da fenda. Lá se encontrava uma garota, cabelos loiros quase chegando a um branco, pele branca, mas que agora se encontra com cortes, sangue e uma poeira preta, como se tivesse mexido com carvão. Atrás dela se encontra uma mulher, bom era o que parecia até eu olhar para seu rosto, era grotesco.
- Parece que o seu amiguinho veio de novo tentar lhe ajudar – disse com uma voz esganiçada. Foi então que eu percebi, aquele era mesmo o sonho do Jason, ele me disse que nos seus sonhos tentava salvar uma garota, mas sempre acordava. Acoquei-me respirando fundo e tentando reunir meus pensamentos.
- Eu devo ter batido a minha cabeça muito forte e tá sofrendo algum tipo de alucinação – disse desacreditado com o que via.
- Eu bati a minha – respondeu Léo.
- O que?
- Nada esquece – disse voltando o foco na garota. A loirinha agora gritava deixando as lágrimas escaparem. A coisa estranha a torturava arranhando suas costas com a faca, era como se ela tivesse escrevendo algo nas costas da dela. Lembrou-me uma cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte onde Bellatrix torturava Hermione.
- Temos que tira-la daqui – pronunciei.
- Eu sei – respondeu Jason – E o pior, eu tenho um plano.
Isso não era nada bom.

POV ON

Já fazia um bom tempo desde que eu tinha acordado nessa caverna. A parte boa é que eu ainda não tinha encontrado ninguém querendo me matar, mas a parte ruim é que eu não sabia sair daqui e não tinha ninguém para me ajudar. A única coisa que eu ouvira eram gritos vindos de algum ponto da caverna distante.
Pensando bem, eu poderia ter ido para o mais longe possível da direção de onde vinham os gritos, mas e se alguém pudesse me ajudar? E se eu ajudasse essa pessoa que pedia por socorro? Bom não custava arriscar, eu estava começando a me acostumar com a ideia que nos meus sonhos eu enfrentava monstros e seres malignos, e outra, tudo não passava de um sonho, pelo menos era o que eu esperava.
Ainda por mais alguns longos minutos, até que eu encontrei uma garota de cabelos morenos ajoelhada no chão. Aproximei-me e toquei em seu ombro, mas ela não se move, fui andando cautelosamente para frente da garota quando percebi quem era.
- Ai meu Deus ! – disse abraçando-a.
- ? - perguntou com um olhar distante.
- Sim sou eu! – respondi com um sorriso – Você tá bem? Alguém te machucou?
- Não Fê... Eu to bem... – disse dando uma longa pausa logo em seguida. As lágrimas nos olhos começavam a inundar o seu rosto angelical – Foi aqui... Foi aqui que ele morreu Lara.
Fiquei sem saber o falar, olhei para ela e limpei a única lágrima que escorria sobre o seu rosto. Sabia que não era de chorar, sabia que odiava chorar principalmente quando alguém estava por perto.
- Vem, vamos sair daqui – disse levantado e direcionando minha mão. Ela me olhou um pouco receosa, respirou fundo e pegou minha mão.

POV ON

Enquanto procurava uma saída pela caverna, minha mente vagava pelos últimos momentos que eu o encontrei com vida. Eu queria me lembrar de minhas ultimas descobertas, de quem eu era, do que eu era, do que eu fazia, mas era como se minha mente tivesse bloqueada, não conseguia me lembrar de nada. Só o que tinha ficado era o meu sentimento por ele. Eu tinha que esquece-lo, foi tudo um sonho, isso era um sonho, eu tinha que sair daqui e quem sabe os sonhos mudariam ou melhor, deixassem de existir. Era hora de reagir, repetia para mim mesma.
- Isso, reagir – pensei alto.
- O quê? – perguntou não entendendo.
- Nada, deixa – respondi mantendo o foco – Qual é o plano?
- Essa é a que eu conheço – sorriu – Bom, a ideia era procurar uma saída, mas nada. Andei por muito tempo aqui só que não achei nada que pudesse nos ajudar. Você já esteve aqui antes, não se lembra de uma saída ou algo que possa nos ajudar?
- Não... – respondi tentando achar alguma pista nas minhas memorias – Só me lembro de gritos, distantes.
- Eu os ouvi, logo que acordei aqui.
- Se lembra de onde vinham? – perguntei.
- Sim, estou seguindo eles desde que cheguei, mas eles... – Fernanda foi interrompida por outro grito, mas dessa vez diferente. Parecia ser de mais de uma pessoa, não era um grito de dor, era de desespero.
- Vamos! – disse correndo.
- Mas se for alguém que possa querer nos matar? - disse me parando com puxão pelo braço.
- Temos que tentar, é a única esperança de sair daqui – respondi com precisão.
pensou e concordou com a cabeça, assim saímos correndo em direção à gritaria. Paramos quando um rugido alto ecoou sendo seguido por um grito de socorro, nos olhamos e seguimos em frente.


POV OFF

O despertador tocou acordando os quatro na mesma hora, do mesmo jeito: assustados. Liz olhou ainda atônica para os lados, respirava profundamente tentando se acalmar. Tomou um susto quando a porta do seu quarto fora aberta brutalmente por seu irmão descabelado e suado.
- Pelo amor de Deus me diga que você não sonhou comigo... – pediu Jason desesperado.
arregalou os olhos e respirou fundo, procurando palavras para se falar.
- Não, eu não sonhei com você e sim com a . Mas como assim? Sonhar com você? O que? – respondeu a irmã calmamente, tentando ela mesma absorver as suas palavras.

sentou na poltrona que ficava na direção horizontal da cama, abaixou a cabeça tentando entender o que acontecia. Isso não era nada normal. O sonho lhe veio à memória e se lembrou de dois fatores importantes.
- e ... – disse para a irmã se lembrando de que os dois amigos estavam presentes nos sonhos de ambos. – Liga pra eles, mande eles virem aqui agora.
Dito isso saiu apressado do quarto. ainda assustada ficou parada, olhou o irmão saindo e só depois se ligou do que tinha que fazer. Pegou o telefone e ligou para os dois amigos, se arrumou e esperou a chegada deles.
Não demorou muito e a campainha tocou. saiu correndo da escada e o que ouviu era a última coisa que queria ouvir.
- Precisamos resolver isso se não eu enlouqueço. – disse assustado.

“Creio que quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino.” Marguerite Yourcenar

Capítulo 4 - A Dream Of A Dream



Os quatro amigos se encontravam no quarto de . Todos preocupados e aflitos com o que tinha acontecido se é que tinha acontecido mesmo.
- E agora o que faremos? – perguntou sem achar ela própria uma resposta.
Os quatro ficaram em silêncio, não sabiam o que fazer e se podiam falar para alguém. Apesar de que se falassem iam achar que eles estavam loucos, mas era isso não era? Uma total loucura.
- Vamos deixar isso em segredo... – disse . – É a única coisa que podemos fazer não é? Ficamos todos calados e oremos para que isso não se repita. Não era o plano inicial?
- Ficamos calados e tudo isso só fez piorar! – respondeu revoltado – Precisamos de ajuda isso, sim! Tratamento psiquiatra ajuda qualquer que seja! Estamos ficando loucos, isso é loucura, isso tudo NÃO É NORMAL!
- Para ! – disse segurando os braços do irmão na tentativa de acalma-lo – Para com isso, você tá em efeito de choque. Temos que deixar que aconteça outro sonho....
- Você quer que isso aconteça de novo? – disse abismado.
- Tem que acontecer! É a única coisa a gente pode fazer é esperar pra ver até onde isso vai dar.

Todos ficaram em silêncio. Afinal seria fácil não iria? Continuar com aqueles sonhos. Era só um sonho, um estranho e louco sonho que fazia a cabeça de todos virarem do avesso, mas era um sonho nada de real havia acontecido... Ou havia?
No outro dia todos tentaram conduzir sua vida normalmente, como se nada tivesse acontecido. Quem disse que tinham conseguido? Apesar de aparentarem está tudo bem, ninguém imaginava o que se passava na cabeça daqueles quatros a não ser eles mesmo. O sinal tocou anunciando o começo das aulas, a primeira aula era coma professora Rafaela e pelo que eles perceberam ela estaria bem mais disposta do que na aula passada.
- Bom dia alunos!
- Bom dia professora. – respondeu os alunos como um coral.
- Sem enrolação, peguem seus livros e abram na página 394. – começou a falar empolgada. – Hoje estudaremos mitologia, mas uma mitologia diferente, sem deuses e deusas do antigo império Romano ou Grego. Deuses que vieram bem antes deles, há muito tempo atrás.

Todos os alunos olhavam com o brilho nos olhos para a professora, como se ela fosse um tesouro perdidos. Todos ansiosos para entrar em um novo mundo de magia e lendas encantadoras.
“Houve uma época em que o mundo viveu ao comando de quatro reis e rainhas em um reino chamado Lumia. Os quatros reis e rainhas tinham um talento quanto peculiar, controlavam os quatro elementos da natureza. Ar, fogo, terra e água, cada um dominava uma força da natureza sendo assim imbatíveis.”
- Como eles nasceram? – perguntou Laroy, um garoto que aparentava ser do estilo nerd, mas que ficava na última cadeira da sala.
- Ótima pergunta loirinho! – respondeu a professora – Os nossos reis nasceram de seus respectivos poderes. Clarion, a rainha do fogo nasceu da própria larva do vulcão. De acordo com a lenda, sua mãe, a rainha Joanne, não podia ter filhos e sabendo do poder de Festus, o deus do vulcão um filho em troca daria todas as riqueza do seu reino, sendo assim realizando o seu desejo.
“Milory, era o rei da água nasceu do ventre da deusa do mar Nefs. Ela tinha se apaixonado por um mortal e quando viu já estava esperando um filho. Esse menino nasceu com poder de controlar os mares e tudo que envolva a água. Molly era a doce rainha do ar, sua mãe adoeceu enquanto ainda a esperava, seu pai rezou para Aloy, deusa do vento para que salvasse sua mulher e sua filha. A deus com uma compaixão imensa salvou as duas e dando assim o poder do ar para Molly. E por último, nasceu Félix, o rei das terras e da natura. Ao ataque de um exercito sua mãe fugiu para o meio da Floresta Negra e foi quando seu bebê começou a dar sinais que queria nascer. Um homem apareceu e ajudou a pobre camponesa a ter a criança, mas ela sabendo que não resistiria pediu para que o homem cuidasse de seu filho e assim se foi. O que ela não sabia, era que ele era o deus da Terra e vendo a pobre criança sozinha em sua mãos cuidou e educou como pode, lhe presenteando com grandes poderes.”
- Como eles se tornaram reis? – perguntou um dos alunos.
- Os seus poderes os tornaram conhecidos por toda Lumia, se tornaram amigos e desbravaram os setes cantos do reino. Umas vitória e batalhas vencidas, seus nomes ganharam popularidade e respeito. Assim entrando para a cavalaria e depois o reinado, por ordem do povo. – respondeu.
- Você disse que eram deuses, como isso aconteceu?
- Quando as majestades já estavam na faixa dos seus 30 á 40 anos, eles tiveram quatro filhos. As crianças tinham um ano de diferença idade, nasceram com um laço de amizade inquebrável, mas as pequenas também nasceram quando o reino de Lumia estava sobre forte ataque do exercito de Marcos, um usurpador e bruxo que tentava a todo custo ter o poder sobre as terras de Lumia. Os reis e rainhas já estavam fracos e cansados, seus poderes já estavam desgastados por causa da batalha sem fim e o medo de que algo viesse acontecer com as suas crianças estava os dominando-os.
“Os reis e as rainhas tiveram a difícil de decisão de se entregar, mas foram interrompidos quando uma jovem bruxa vinha com a esperança. Ela afirmou que poderia tornar os Rex Elementary’s imortais. As majestades estavam sem alternativas, estavam satisfeitos com o que tinham e nunca foram gananciosos para querer tal coisa, mas o reino e seus filhos dependiam deles, então aceitaram a proposta. As tropas de Marcos foram aniquiladas, e ele muito frágil e cansado sumiu do mapa a espera de uma brecha de fraqueza para tentar tomar o poder novamente. O reino de Lumia conseguiu ter paz novamente, mas suas majestades ainda tinham medo, sabiam que agora sendo imortais seus filhos ficavam mais expostos a perigos e ameaças, então recorreram à bruxa. Ela deu uma difícil alternativa aos reis, o único modo de salvar suas crianças era os enviando ao nosso mundo, ao mundo mortal. Um mundo onde o “felizes para sempre” não existia. Os imortais pensaram, sabiam que um dia os poderes herdados deles se manifestariam e perigos iriam lhes perseguir, mas no momento eles eram tão inocentes e frágeis que eles não poderiam não temer tal perigo. Immortais, assim como agora eram nomeados, aceitaram a proposta e ela lhes garantiu que os observarias, cuidaria, os protegeria e treinaria, quando estivessem prontos. Os quatro pequeninos foram homenageados com o mesmo nome que seus pais tinham quando mortais, Rex Elementary’s. Dizem que ela os levou para um lar de adoção em L.A, não demorou uma semana e foram adotados por famílias boas e amigas, assim como seus pais eram, e o mais importante longe do perigo. Nossas majestades observaram os passos de seus filhos desde os primeiros andares, a espera do dia em que revelariam toda verdade de em que mundo pertenciam. “

Enquanto Rafaela falava, seu olhar focou nos quatro garotos e isso não se passou despercebido por eles. Quando a campa tocou eles ficaram imóveis em suas cadeiras olhando um para o outro.
- Quatro crianças... Adotadas... – disse .
- Em Los Angeles... Por famílias amigas... – completou .
- Pessoal isso é... Impossível ok? Não é real. Lenda, mitologia! Se formos acreditar em tudo que é mitológico então Poseidon existe e até quem sabe exista um Acampamento Meio Sangue. Isso não é real e sim uma coincidência. – contrapôs Jason, estava muito assustado para acreditar nisso. Mitologia? Lendas? Tudo isso real? Não era... Normal.
- E o nosso sonho? Foi coincidência então? – perguntou calmamente recebendo um silencio como resposta. – Devemos falar com a Professora Rafaela. - O que? – disse – Ela vai achar que estamos loucos, não quero ser mandando para um hospício com cara de Radley*.
- Não vamos falar isso para ela, só vamos fazer algumas perguntas sobre essa história...

As meninas se entreolharam. Não tinham saída, não sabiam o que fazer. Era tudo tão anormal que elas mesmas se achavam loucas, que estavam com algum problema mental.
- Ok né... Não há saída. – respondeu sem alternativa.
- Ainda acho isso uma má ideia – disse se dando por vencido, mas não gostando nada dessa ideia.

Os quatro esperaram até a hora que a Prof. Rafaela saísse do colégio, o que demorou demais. Já eram duas e meia da tarde quando a professora saiu dos corredores da escola para o estacionamento em busca de seu carro.
- Professora! – manifestou assustando a professora.
- Meu Deus B, que susto – respondeu. – O que quer?
- Ah eu e o pessoal – respondeu apontando aos três amigos que se encontravam encostados em um carro – Queremos tirar umas dúvidas com a senhora sobre a matéria de hoje.
- Hm... Agora? – perguntou recebendo um gesto de sim da garota – Bom, eu estou no meu horário de almoço agora e só tenho alguns minutos... Se importam em almoçar comigo? Almoço sempre em uma restaurante aqui perto.
- Ah seria ótimo. Acompanhamos a senhora de carro tudo bem?
- Ok então. – disse lançando um sorriso meigo.

Os quatro amigos seguiram de carro um pouco afoitos e temerosos, sentiam preocupação ao questionar a professora e acabar sento taxados de loucos ou malucos. guiava o carro concentradamente, um meio de se distrair e não ficar nervoso como os outros; , que estava ao seu lado, estava com a mente longe, com a mente no sonho que a aterroriza desde então; estava ao lado direito do banco de trás e mastigava um chiclete um pouco rápido de mais demonstrando sua ansiedade e Fernanda tentava, sem sucesso, ler um livro salvo em seu celular. Os três, exceto , tentava de maneira inútil afastar sua ansiedade e seus pensamentos sobre os seus sonhos para o mais longe que podiam, sem sucesso como pode-se ver. Quando o carro da professora chegou ao destino uma tensão fora instaurada, todos olharam para a face de um ao outro tentavam encontrar apoio e confiança.

O restaurante era chamando A’ris, um pequeno restaurante no centro da cidade. Diferente de como estava LA, o restaurante era calmo, sofisticado e confortável. As paredes eram a perfeita brancura com desenhos de brisas e nuvens, as cadeiras na verdade eram poltronas e as mesas eram de vidro. Quando entraram no restaurante podiam jurar que sentiram uma brisa calma passar por seus cabelos, como quando alguém passa delicadamente a mão por seus cabelos.
- Eai o que acharam? – perguntou Rafaela adentrando no restaurante.
- Aqui é... Nossa aqui é lindo. – respondeu Lara. – Você disse que íamos a uma lanchonete e não a essa restaurante. Deve ser muito caro.

A professora soltou uma risada divertida enquanto andava até uma mesa perto de umas das janelas.
- Vamos sentem-se, e sobre ser caro não se preocupem aqui não é. A dona desse estabelecimento não é careira, é uma fofa na verdade e outra é minha amiga, aposto que vocês vão adorar ela.
Assim que Rafaela acabou de falar uma mulher de pele branca como a neve e cabelos loiros como ouro se aproximou da mesa em que estavam.
- Rafaela! – exclamou a mulher estendendo a os braços a professora que lhe retribuiu com um abraço. – É sempre bom te ver minha amiga.
- Digo o mesmo. – respondeu com um sorriso meigo.
- Vejo que trouxe acompanhantes dessa vez, que ótimo. A Rafa vive solitária mesmo. – disse recebendo um olhar de reprovação da professora. - Ela odeia que eu diga isso, mas é a pura verdade.

Eles não resistiram de soltaram uma risada doce. Já se sentiam bem mais confortáveis, aquele lugar inspirava calmaria e a dona do lugar, que eles nem se quer sabiam o nome ainda, inspirava alegria e doçura.
- Onde eu estou coma cabeça! – exclamou – Olá, bem vindo ao restaurante A’ris! Lugar de sutileza, doçura e tranquilidade e o melhor sem pesar no bolso. Eu sou Molly, a dona desse restaurante e cozinheira chefe.
- Olá Molly, eu sou a Fernanda e esse é o , e . – falou apontando aos amigos respectivamente e respondiam com um aceno e sorriso. – Só lhe avisando, já encontramos o nosso lugar favorito para passar os finais de semana.

Molly riu alegremente e agradeceu a preferencia, mas logo teve que se retirar alegando que a era capaz de seus auxiliares iriam acabar tocando fogo na cozinha sem ela ali. Logo depois que veio uma garçonete com o nome de Mary levando os pedidos dos garotos consigo.
- Bom estamos aqui e temos tempo. Digam, qual são as dúvidas de vocês? – perguntou Rafaela.

Essa pergunta foi como um banho de água fria. Eles tinham até esquecido do proposito de estarem ali, mas apesar disso não se sentiam mais nervosos. A tranquilidade do lugar e a distração com Molly fez com que eles se sentissem um pouco mais confiantes e o nervosismo diminuísse drasticamente.
- É sobre a matéria que a senhora explicou hoje... – começou tomando coragem para continuar.
- Não, senhora não pelo amor de Deus! Não aparento ser tão velha assim. Você e Rafa, por favor. – Pediu.
- Tudo bem... – continuou sorrindo em resposta – A senho... Quer dizer você, poderia explicar melhor a parte dos filhos dos Immortals? - Sonhos. – disse Jason rapidamente sem querer. – Quer dizer, como eles sabiam que eram filhos dos Immortals?
- Apesar de achar estranho você ter falado sonhos, é assim que eles descobrirão na verdade. Através de sonhos.

O silêncio se manifestou. Aquilo a cada dia se tornava cada vez mais real. Era impossível não era? Reis? Lumia? Magia? Não era real, ou era?
- Que tipos de sonhos? – perguntou intrigado.
- Isso é meio complicado de explicar... – respondeu a professora imaginando a melhor forma de explicar isso.

Enquanto pensava a garçonete trouxe os pedidos selecionados por todos. A fome agora era a que menos importava nesse momento, precisavam de respostas mesmo essas tais respostas fossem a menos provável e também a mais assustadora que poderiam ter.
- Bom, os sonhos eram é o meio de eles interagirem com o mundo de Lumia – continuou Rafaela – Apesar de eles estarem aqui, no mundo mortal eles se conectam com o mundo de Lumia através dos sonhos, mas só nos sonhos eles vão saber quem são, o que são de onde vieram. Os primeiros sonhos são um bem vindo a eles, a primeira fase de acordarem. Anos e anos eles lutaram, tiverem sonhos desse tipo, mas quando acordam não se lembram, quando começarem a se lembrar do ocorrido e a ter própria consciência dentro dos seus sonhos é porque estão acordando, estão sendo preparados para ouvir a verdade.
- Por que a senhora diz no presente, como se tivesse acontecendo com eles? – perguntou Fernanda reparando no pequeno detalhe.
- Eu acredito que eles existem, que eles estão por aí esperando que sejam acordados e quem sabem já estão sendo não é? – respondeu sonhadora.

Depois dessa conversa um tanto quanto maluca para os quatro, o almoço se seguiu tranquilo. O clima do restaurante ajudava e muito a amenizar as coisas, a calmar os seus corações e suas mentes desesperadas por respostas. Assim que se despediram a viagem até o caminho de casa foi silenciosa, cada um tinha a mente pregada no que a professora tinha dito a eles mais cedo.
- Acho melhor todos dormimos em um só lugar essa noite... – propôs Liz quebrando o silêncio que agora era incomodo.
- Tudo bem, na sua casa então? – perguntou Luan recebendo um sim silencioso como resposta – Só vamos pegar as nossas coisas e vamos pra lá.
Assim se dispersavam. Os irmãos Pevensi arrumaram uma pequena mochila com o necessário para a noitada e os irmãos Potter preparando o quarto de Liz, que é o mais espaçoso, para a noitada. Meia hora depois a campainha é tocada, o mãe de Liz e Léo prontamente vai abrir aporta sempre atendo Luan e Fernanda com o carinho. O quarto de Liz se encontrava como sempre. As três paredes brancas e a que ficava atrás da cama em um vermelho forte, a cama deu espaço para quatro colchões de casais no chão espaçoso. Uma TV de 58 polegadas ligada com o filme do Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 em volume baixo passando na tela. Léo e Fernanda entraram como se fossem de casa, o que era na verdade, jogaram suas coisas em cima de um sofá pequeno que se encontrava ao lado da porta e caíram deitados nos colchões.
- O que vocês acham? – perguntou Léo quebrando o silêncio – Isso que a professora disse é tudo verdade ou estamos ficando loucos de vez?
- Eu não faço a mínima ideia, sinceramente... – respondeu Liz cansada de tantas duvidas.
- Acho que devíamos dormir... – disse Fernanda pensativa.
- Ah fala sério, vocês vieram pra cá pra dormir? Pelo amor de Deus hem, sem graças. – reclamou Léo, como sempre.
- Não! – respondeu a loirinha revirando os olhos – Pensem só. Os sonhos e se sonhássemos hoje? E se acontece aquilo de novo hoje? Onde paramos naquela vez?
- Estávamos indo atrás da saída que a garota desmaiada mostrava. – respondeu Luan se lembrando do sonho.
- Essa saída! Precisamos descobrir o que tem lá na saída. Pode ser a resposta... – continuou Fernando com a proposta.
- Pode ser a entrada de Lumia... – disse Liz que até então se encontrava só ouvindo e com a mente vaga.
- É... Talvez... – disse Luan. – Bom então é isso, vamos dormir. Léo feche a janela, tá com cara que vai chover.
Léo se levantou e foi até a janela, viu que o céu estava mesmo com cara de chuva e que chuva, diga-se de passagem.
- Pelo visto só gastei dinheiro comprando pizza! – reclamou.
- LÉO! – gritam juntos.
- Reclamam porque não foi vocês que gastaram dinheiro! – reclamou mais uma vez recebendo um travesseiro na cara em seguida.
As luzes desligadas, um silêncio completo. Ainda era três horas da tarde quando os quatro jovens adormeceram completamente, o que eles não imaginavam que ela chuva que vinha se aproximando não era obra da natureza, mas obra de alguém que vinha junto com ela conhecer os novos inimigos.

“Porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso. Deixe que mergulhe no mais profundo oceano ou flutue na mais alta nuvem.” – Alvo Dumbledore

Capítulo 5 - And Dream Of Paradise


Música do capítulo – Paradise


Enquanto , , e dormiam no mais profundo sono, entrando no vasto lago do mundo perdido, a tempestade que se formava lá fora só aumentava e eles nem podiam imaginar o quão perigoso era o causador disso tudo. A janela que se encontrava trancada foi aberta brutalmente, revelando um homem, com aparência jovem, vestes largar e pretas de um como Comensal da Morte*, seu rosto possuía algumas cicatrizes que se estendiam até o pescoço, seus olhos eram cinza quase chegando a um branco.
- Tão inocentes... Tão fracos... – Pronunciou perto dos garotos, olhando cada um atentamente, como se estivesse estudado um ser desconhecido – Como vocês, meras crianças, podem ser a esperança de Lumia? Sendo mortais tão... Patéticos.
- O que faz aqui Marcos? – uma voz feminina fora ecoada. Ele reconheceria aquela voz em qualquer mundo que viajasse. Marcos olhou para a janela de onde vinha à voz lentamente e com um sorriso brincalhão no rosto.
- Rafaela, a bruxa mais poderosa de Lumia... Quanto tempo faz quando nos vimos pela última vez?
- Você não respondeu minha pergunta Marcos? – respondeu Rafaela que segurava uma espada na mão – O que você faz aqui?

Marcos ficou em silêncio enquanto analisava a mulher dos pés a cabeça, um sorriso sarcástico fora preenchido em seus lábios quando seu olhar pousou no objeto que ela segurava.
- Não vim mata-los se é que isso que você pensa... Vim conhecer os meus novos inimigos. Sabe Rafaela, eles lembram alguém que eu conheci brevemente não faz muito tempo... Você devia conhecer ele. Era um jovem garoto loiro intrometido que interrompia uma adorável interrogação de um de meus súditos com a princesa Dairy.
Rafaela engoliu o seco, sabia muito bem de quem ele falava. Respirou fundo cautelosamente, mas seu corpo todo estava em alerta. Era como se a mente dela mostrasse placas em neon escrito “ATAQUE ANTES QUE ELE ATAQUE VOCÊ”. E a raiva pelas palavras ditas não fazia seu autocontrole entrar em um estado estável.
- Intrometido e bem melhor que você quando jovem Marcos, o melhor aluno que eu tive, o mais apaixonado pela luta e pela magia que já existiu. – Respondeu friamente ao inimigo.
- Tão bom que agora está M-O-R-T-O!
Aquilo foi a goda d’agua para Rafaela. Em um movimento rápido se jogou para cima de Marcos pegando-o desprevenido assim aplicando um corte profundo em seu abdome fazendo um com que ele caísse ao chão.
- SUA VADIA VOCÊ VAI ME PAGAR! – exclamou e logo em seguida se jogou em cima dela que correu para a janela e pulou chegando intacta ao chão.

A perseguição começou de forma violenta, não importa o que estava no caminho era destruído. Nenhum mortal conseguia ver luta dos dois, as ruas estavam praticamente vazias devido à tempestade. Marcos e Rafaela travavam uma batalha sangrenta, golpes eram dados, raios eram atirados um contra o outro, sangue em ambos os lados.
Marco dava ponta pés, socos de direita à esquerda e atacava Rafaela com a espada que sempre andava consigo enquanto Rafaela atacava e se defendia com a única arma que tinha em suas mãos. Do nada tudo se acalmou, a tempestade parou, o vento se acalmou, a chuva parou de cair. Rafaela e Marcos pararam e focaram a onde uma fumasse espeça começava a se formar, quatro sombras começaram a se materializar no meio da fumaça.
- Que truque é esse bruxa? – perguntou Marcos sem entender o ocorrido.
- É a sua despedida – respondeu com o sorriso nos lábios. E com essas últimas palavras, Rafaela sumiu da mesma forma que chegou, do nada.

[...]



E lá estavam eles de novo, naquele sonho que os atormentavam e faziam um calafrio subir as espinhas. O lugar parecia mais quente do que antes, o suor já estava tomado nas testas dos nossos heróis, suas respirações estavam descompassadas, as blusas já se encontravam molhadas. A garota de cabelos brancos ainda se encontrava nos braços de Jason enquanto ele falava para mantê-la acordada, mas era difícil falar, correr e carrega-la ao mesmo tempo. Ela não era gorda, mas devido ao calor e ter correr acabara se tornando mais pesada. Os quatro jovens prometidos corriam desesperadamente do quer que seja estivesse indo atrás deles, mas mesmo assim essa coisa chegava cada vez mais próximo e enfurecido.
- Não dá... Não aguento mais correr! – disse já cansado, parando de correr lentamente.
- Não podemos parar cara! Já estamos chegando! Além de ela tá vindo cara, você quer virar churrasquinho?! – perguntou recebendo um não desesperado do amigo como resposta – Não! Então vamos homem! Seja macho!
Assim continuaram correndo, mas não só como os restos dos meninos estavam lentos e cansados, fazendo assim com que o inimigo chegasse mais depressa. , ao correr desesperada, tropeçou em uma pedra no caminho, caindo de cara no chão. Todos pararam e ficaram em silêncio quando um rugido fora ecoado muito, mas muito próximo a eles.
- Ela está aqui – avisou sua voz saindo quase como um sussurro.

{...}



Quando Rafaela se foi, a neblina começou a desaparecer lentamente Marcos ainda se encontrava mirando atentamente bastante curioso. Com vários hematomas espalhados pelo corpo e pelo rosto, percebia em seu olhar que a dor o incomodava, era por isso que odiava estar na forma humana. A dor e a fraqueza o incomodavam, se sentia inferior.
Quando percebeu quem estava seus olhos quase soltaram das orbitas, sua pele ficou mais pálida do que já era, sua respiração por um momento parou. Era impossível não era? Eles não podiam ter um corpo humano, está nessa forma. Não poderiam... NÃO PODERIAM!
- Surpreso? – pronunciou um homem. Ele era alto, forte e viril, seus cabelos iam da altura de sua nuca e loiros, seus olhos azuis como água. – Vejo que encontrou nossos filhos finalmente.
Marcos o encarou ainda perplexo e soltou uma risada fraca. Sabia que aquele não era o momento de enfrenta-los, estava fraco, cansado e na forma humana. Não era a coisa mais inteligente a ser feita.
- Aquelas belas criaturas dormindo docemente? É eu os conheci Milory. – respondeu andando lentamente de um lado para o outro – Vocês acham mesmo que eles vão me parar? Vão me destruir?
- Desapareça Marcos – ordenou a mulher de cabelo de fogo. – Será o mais sábio a ser feito, se é que você faz algo sábio.
- Clarion, quanto tempo não nos vimos? Espero que essa sua personalidade não tenha passado para sua filha. Mas a sua beleza ainda continua exótica, da mesma maneira que a dela. Aquele olhos vinhos encantadores... - Vai embora Marcos, não há nada que você possa fazer aqui. E se nos enfrentarmos será um homem morto. – disse Molly. – O que não é uma má ideia.
- Eu vou, mas não por muito tempo. Comtemplarei as suas destruições de perto.
- E nós estaremos lá, vendo você cair em ruinas pelas mãos de nossos filhos! – respondeu Félix.
- Oh, mal posso esperar para ver eles tentarem – E dizendo isso desapareceu em um nuvem densa e preta. A tempestade tinha cessado, mas uma guerra estava para ser travada.

{...}

A corrida agora ficou mais apressada, o rugido alto fez as paredes tremeres e assim fazendo com que o teto da caverna começasse a desabar. corria ainda com a garota nos braços, sua feição era de cansaço e dor. Sua perna já não aguenta o peso do garoto e o peso que carregará. estava mais cansado que o resto, sentia uma extrema necessidade de água. Sua garganta já se fechava com a falta do nutriente, o suor do seu corpo parecia que tinha sido absorvido pelos poros de sua pele. Já se sentia extremamente sem ar, suas narinas já queimavam, o lugar quente e abafado não deixava que a circulação do ar fosse de forma em que pudesse absorve-lo, sentia que a qualquer momento fosse cair desmaiar e isso seria o fim, o seu fim. Já era o total oposto dos amigos, a quentura fazia se sentir mais viva, fazia se sentir em chamas. Ela corria mais rápido e nenhum pingo de cansaço ou fraqueza era demonstrado. Percebendo que tanto e os outros dois amigos estavam em condições precárias, seguiu em frente e pegou a garota dos braços do irmão.
- Você não vai conseguir carrega-la , eu aguento mais um pouco. – disse Jason segurando a garota em seus braços mais forte possível.
- , tem uma coisa vindo que pode nos matar, temos pouco tempo, você está fraco e eu estou em mais condições que você. Se você seguir com ela não é só você que vai morrer então me de a garota! – ordenou fortemente.
ficou receoso e bastante chateado, afinal a sua irmã caçula estava mil vezes mais forte que ele. Não conseguia nem carregar uma garota. Concordou com uma cara de poucos amigos e entregou a garota para . Não bastou muito tempo e todos estavam de volta a correr. Mais um rugido surgiu fazendo com que as paredes se chacoalhassem mais uma vez fazendo com que o teto da caverna começasse a ser desmoronado completamente. A correria foi mais rápida, era uma corrida desesperadora agora em busca de sobrevivência. olhou para trás e via que à medida que corriam o teto desabava ficando cada vez mais perto deles. Continuaram correndo até um sinal de luz fora finalmente visto, o desabamento ficava mais perto quando cada um pulou para fora da fenda da caverna quando os últimos sons da queda da caverna fora ouvido fazendo com que uma fumaça branca cobriu todos.
foi o primeiro a levantar procurando ver se todos tinham conseguido escapar a tempo e por milagre isso tinha acontecido. tossia como um tuberculoso devido a fumaça, mas tirando isso parecia estar digamos que bem. estava deitada com os olhos fechados, sua respiração estava começando a voltar ao normal. e a garota estavam jogadas no chão, a garota parecia estar acordada e bem, mas estava desacordada e com ferimento profundo em sua testa.
- acorda, pelo amor de Deus minha irmã acorda! – exclamou desesperado em uma tentativa frustrada de acordar sua irmã. – ! – gritou em seguida.
A loirinha estava sentada no chão ao lado de que agora estava deitado ao chão com um rosto pálido, quase sem vida. já começava a derramar as lágrimas desesperadas.
- calma, ok? Calma, você vai ficar bem, vai ficar bem. – disse não sabendo o que falar para que ele resistisse.
- Tá... Todo mundo... Bem? – perguntou com uma voz fraca.
- Eu não sei... O parece que está bem, a eu não sei e nem a garota. – respondeu vendo um Jason desesperado se ajoelhar do lado dela.
- A , ela tá desmaiada! – disse ainda não notando o amigo – O que eu...? – Suas palavras desapareceram quando olhou para , seus olhos quase soltaram das orbitas. – O que aconteceu com você? não respondeu, nem ele sabia o que tinha acontecido. Só sentia que a sua vida se esvaziava a cada segundo ali deitado. ficou pensando no que fazer quando se lembrou de alguém muito importante, se levantou brutalmente e voltou para onde se encontrava anteriormente, porém se direcionando a outra garota.
- Hey como você está? – perguntou vendo que o sangue ainda não tinha sido estancado. – Calma, tudo bem? Como eu posso te ajudar?
- A árvore. – respondeu.
ainda não tinha reparado no lugar e nem era hora para isso. A poucos metros dali uma árvore se encontrava, você via que não era uma árvore comum. Em volta dela varias luzes coloridas a rodeavam em sintonia, suas folhas eram de tudo que é cor. acordou do transe e chamou , juntos levaram a garota para perto da árvore. Quando a colocaram lá as luzes que antes rodeavam a árvore agora estavam em volta da garota. As luzes começaram a ficar mais fortes até que fosse impossível enxergar o que acontecia. Com um ato involuntário, os braços dos dois taparam os seus olhos devido à claridade que durou alguns segundos e que aos poucos fora começando a voltar ao que era antes. Quando tudo voltou ao “normal” podia se ver que a garota estava de pé, suas feridas não existiram mais, o suor e a poeira tinham desperecido, seu vestido estava extremamente impecável (http://data.whicdn.com/images/56194836/khaleesi_large.jpg). olhou para garota um tanto com abobalhado e Lara analisando cada pedaço do vestido dela.
- Bem vindos a Lumia, eu me chamo Dairy. Sou a princesa e a futura rainha daqui. – disse cautelosamente e graciosamente como uma verdadeira princesa.
Os dois ficaram atônicos e em silêncio. Jason engoliu o seco, achava que nunca mais encontrar uma garota tão bela quanto ela em sua vida. Linda, encantadora, delicada e com um sorriso puramente angelical. Jason e Lara tinham até esquecido dos amigos feridos, perceberam da distração quando Dairy foi até eles.
- Você não pode fazer alguma coisa? Ou deixar eles naquela árvore e fazer o mesmo que fizeram com você? – perguntou ao lado da irmã com um olhar preocupado.
- Não, infelizmente não. Vocês são... Diferentes e não é isso que eles precisam... Venham comigo! – respondeu se levantando logo em seguida. carregou a irmã no colo e e a princesa levaram .

Coloque a música para tocar

Dairy os conduziu para um lugar mais afastado por onde entraram. Lara não tinha reparado no lugar e via como tudo aqui inspirava magia. O céu era de um rosa encantador, a grama de um verde vivo, as flores que enfeitavam as árvores eram tão coloridas quanto às borboletas. Eles andaram por algum tempo até que chegaram à entrada de uma floresta densa e escura, apesar de ser de dia naquele aquele lugar, a floresta (http://data.whicdn.com/images/68367259/large.jpg) parecia que tinha caído na escuridão. O colorido tinha sumido dando lugar a um azul marinho, a única luz vinha de alguns pontos no alto entre as árvores.
- Onde estamos indo? – perguntou Lara um pouco desconfiada. Ela não era o tipo de garota que confiava de primeira vista, apesar de ter percebido que ela sofrera nas mãos de alguém ainda não conseguia confiar na garota. Ela não confiava nem no lugar em que estavam, tudo parecia um pouco confuso ainda. Era tudo lindo, mas o lugar parecia uma memoria de um passado distante, cheio de amores, confusões e magia. Magia, aquilo existia mesmo? Pensando nisso ela se lembrou...
Tudo não se passava de um sonho. Nesse momento eles estavam na casa de dormindo profundamente e presos nesses sonhos. Ou tudo não seria um sonho de um sonho? Uma realidade paralela? Será possível?

When she was just a girl (Quando ela era apenas uma garota) She expected the world (Ela tinha expectativas com o mundo) But it flew away from her reach (Mas isso voou além de seu alcance) So she ran away in her sleep (Então ela fugiu em seu sono) And dreamed of para-para-paradise (E sonhou com o para-para-paraíso) Para-para-paradise (Para-para-paraíso) Para-para-paradise (Para-para-paraíso) Every time she closed her eyes (Toda vez que ela fechava os olho)


Enquanto eles andavam dento da floresta, viu um portão com detalhes estranhos e lá de dentro vinha uma luz azul forte e brilhante. Ele olhou para Dairy e ela acenou um sim com a cabeça como se dissesse “Sim, esse é o caminho”. seguiu adiante vendo o porto ficar mais próximo a cada segundo. De vem quando ele olhava para Dairy, aquela garota... Ele sentia uma vibração incomum se agitar dentro dele. Cada ato dela, a maneira de falar, os gestos tudo ele sabia. Como ela iria reagir, o que possivelmente ela iria falar, suas expressões... Absolutamente tudo. Pensou que poderia ser de uma vida passada, mas ele não acreditava nisso só sabia que a conhecia de algum lugar, de um lugar distante em que tinham compartilhado uma vida juntos.

The stormy night (Na noite de tempestade) Away she flied (Ela voou para longe) And dreamed of para-para-paradise (E sonhou com o para-para-paraíso) Para-para-paradise (Para-para-paraíso) Para-para-paradise (Para-para-paraíso) Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh She dreamed of para-para-paradise (Ela sonhou com o para-para-paraíso) Para-para-paradise (Para-para-paraíso) Para-para-paradise (Para-para-paraíso) Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Finalmente eles chegaram ao portão que ficava no fundo da floresta. tentou empurra-lo, mas percebeu que estava trancado, ele olhou para a princesa ela pediu para que ele se afastasse. Ela e Lara se aproximaram do portão e a princesa pegou a mão de e posicionou o seu indicador no meio de algo que parecia ser uma fechadura. Um jato de luz azul saiu da ponta do seu dado fazendo com que o portão se abrisse.

Still lying underneath the stormy skies (Ainda deitada debaixo do céu tempestuoso) She said oh-oh-oh-oh-oh-oh (Ela disse oh-oh-oh-oh-oh-oh) I know the sun's set to rise (Eu sei que o sol está pronto para nascer)


Quando o portão se abriu a luz azul foi aos poucos se apagando até ficar em uma tonalidade que desse para os visitantes enxergarem claramente. O lugar era como se fosse uma caverna (http://data.whicdn.com/images/68071590/large.jpg). Duas árvores grandes ficavam na entrada, uma de cada lado e no centro se encontrava um riu com água azul cristalina. Jason, Lara e Dairy ficaram boquiabertos com o lugar. No teto da caverna, se encontrava várias luzes como se fossem estrelas, simplesmente encantadoras.
- Vem vamos colocar ele perto do lago. – disse Dairy para a . As duas garotas colocaram na beira do lago de cristal e se afastaram.
- E a minha irmã? – perguntou .
- Fique com ela, aqui ainda não é o lugar para ela. – respondeu sem tirar os olhos do lago.
e olharam confusos um para o outro, mas concordaram relutantes. Ficaram olhando para o lago da mesma maneira que Dairy, esperando que algo acontecer. Não demorou muito e a luz azul voltou ao lago, à água cristalina começou a se mexer e quando viram ela estava de pé. Alguns fios de água foram até o e contornaram o seu corpo arrastando para dentro do lago. fez menção em intrometer, mas Dairy a deteve.
- Não, preste atenção. Não irá acontecer nada de mal a ele. – ela disse explicando para a . E mesmo que insistisse não daria tempo, o corpo de já tinha sido emergido para dentro da água. A luz continuava a brilhar intensamente até que ela sessou. Quando deram por si já estava sendo tirado da água desacordado e fora colocado cuidadosamente de volta a margem do lago pelos fios de água. Os fios de água voltaram para água e assim que desapareceu na água cristalina a luz da água se apagou e acordou.


“As falhas dos homens eternizam-se no bronze, / As suas virtudes escrevemos na água.” William Shakespeare


*Comensais da Morte: São os seguidores do bruxo das trevas Voldemort, originados na saga Harry Potter por J.K. Rowling. Eles usavam vestes sempre pretas e possuíam uma marca chamada de Marca Negra, que era o símbolo do Lorde das Trevas.

Continua...

Nota da Autora: Oi floks! Como estão? Então, eu enrolei muito para postar esse capítulo não é? Pois é me desculpes. Problemas pessoas, enem, provas finais, ficou tudo maior confusão. Então, eu prometo de verdade postar o capítulo seis o mais breve possível. Sim ele está pronto, mas preciso rever algumas coisas e tudo mais. Sobre esse capítulo, vocês estão conhecendo finalmente o real poder deles aqui pela primeira vez. De um deles na verdade, mas é um grande avanço. Ainda estamos super bem no começo da história, ainda falta muita coisa rolar, muita coisas surpreendente e uma quase morte está a caminho. Agora vou falar uma coisinha um pouco chata, para vocês. Quem acompanha Lumia Inventio do FFADD e no FFOBS percebeu que está tendo att com erros e a demora é surpreendente. Eu já reclamei, já fui com a coordenação e nada. Eu estou me irritando, mas desculpe qualquer coisa e pela demora. Lá não foi culpa minha mesmo. Aqui as atts vão rolar naturalmente. Espero que acompanhem. Mais umas coisinhas, que acho que vocês vão gostar. Estou com três projetos super legais: Um romance, um mistério e um do universo de TVD. Esperem e aguardem por noticias e a última coisa é que, dia 05/12 É MEU ANIVERSÁRIO. Comemorem comigo e aguardo presentes! Obrigada meus amores, por tudo mesmo! Pelos comentários e etc. Me digam o que acharam até se não gostaram! Beijos, QUERO PRESENTE HEM!
Novo trailer de Lumia Inventio
Teaser de Dear Diary (EM BREVE)

Nota da Beta: Como sou apaixonada por essa fic *-*
Qualquer problema encontrado aqui pode me falar no meu e-mail!